Jovem Transeunte - Capítulo 4
As vezes é difícil entender o que ele fala, porque junto tem um som que parece um tambor que bate dentro do meu peito, e que eu juro que ele deve estar ouvindo, mas parece que só eu consigo escutar esse som que faz tum tum... tum tum... tum tum...
Em pouco tempo, chegamos em frente à minha casa, vejo o Tob, meu cachorro, me esperando no portão com sua cauda abanando todo alegre.
Em pouco tempo, chegamos em frente à minha casa, vejo o Tob, meu cachorro, me esperando no portão com sua cauda abanando todo alegre.
- Toda vez que eu chego em casa é essa recepção toda. - comento sobre meu filhinho de quatro patas - Você também tem algum bichinho?
- Eu tinha uma gata quando morava em Canela, Gina o nome, mas dei ela pra uma amiga quando me mudei, era a única pessoa além de mim, dos meus pais e da minha irmã que ela gostava. Depois disso achei melhor não ter outros, nunca se sabe quanto tempo vou ficar em algum lugar né.
- Entendi. Deve ser complicado mesmo. - comento - Enfim eu vou indo, ainda tenho que esquentar meu almoço, desculpa ter te atrasado pra voltar pra casa.
- Tá de boa, eu que parei pra conversar naquela praça. Até amanhã então... você vai a pé pra aula?
- Vou sim, se quiser a gente pode ir junto - ofereço um pouco tímida.
- Pode ser, se eu atrasar te encontrar aqui fora a casa da minha tia é aquela ali ó - ele diz indicando uma casa amarela quase na esquina.
- Beleza, daí se precisar de ajuda com algo ou sei lá, alguma coisa, é só chamar.
- Seguinte, me passa seu número, que daí fica mais fácil de a gente se falar até - pede ele já tirando o celular do bolso e me entregando.
- Ah, claro... - pego o celular sentindo meu rosto começar a queimar. Tô começando a pensar em ir pra aula com massa corrida na cara igual algumas meninas, quem sabe daí não aparece tanto a vermelhidão na minha cara. Termino de salvar meu número e devolvo seu telefone. Ele olha para a tela e vejo que começa a digitar algo pelo movimento de seus dedos, mas não consigo ver a tela.
- Valeu, qualquer coisa eu te chamo então - se despede já se afastando em direção à casa da professora.
- Tá certo, até mais!
- Até!
Abro o portão e quando olho para minha casa, vejo uma cortina se mexer na janela do quarto da minha mãe. Claro que ela estaria observando tudo, que surpresa. Entro em casa já indo em direção ao meu prato na cozinha e colocando-o no micro-ondas, até que noto uma figura feminina se aproximando com um sorrisinho curioso e, claro, também malicioso.
- Quem era aquele garoto? - Seu tom de voz de quem tá doida para saber de todos os detalhes é nítido a ponto de ser incômodo.
- Um colega novo, ele se mudou faz pouco tempo, e tá morando naquela casa amarela ali mais do outro lado da rua, perto da esquina - respondo indiferente, porque se tem algo que eu não vou fazer é apagar fogo com gasolina, deixa ela sonhar sem alimentar muito essas ideias dela.
- Hum... bonitinho ele né... - se tem uma coisa que minha mãe não é quando está "pescando" informações, é discreta.
- Um pouco eu acho. Nossa! Esse feijão parece estar tão gostoso - tiro meu prato do micro-ondas, mesmo esquentando assim a comida, o cheiro ainda está bom. Claro que também foi uma desculpa pra mudar de assunto, mas vou fingir que não é um dos motivos pro elogio (que sim, foi sincero).
- E qual o nome dele? - a essa hora ela já está puxando uma cadeira para sentar do meu lado. Já vi que não vai parar de falar nisso tão cedo.
- É Leonardo. Ele tá morando com a tia dele, que aliás, é a professora Natália.
- Interessante, vou querer saber mais depois, não é comum ver minha filha chegar em casa acompanhada de um rapaz... - minha mãe fala como se eu estivesse noiva do guri já - mas agora vou pegar minhas coisas, já está na hora de sair trabalhar - diz enquanto se levanta da mesa.
- Tá bom, bom serviço - respondo cortando o bife no meu prato sem pressa alguma, perdida pensando sobre trabalhos que preciso terminar, provas pra fazer, e sobre como queria só dormir essa tarde.
- Beijo, e nada de receber nenhum garoto escondido aqui viu?! - se despede de mim sem nem dar tempo de engolir meu almoço e responder. O que faz ela achar que eu faria esse tipo de coisa, me pergunto, até porque sempre me comportei até demais na minha opinião.
Termino de comer e, depois de lavar a louça, deito um pouco em minha cama e relaxo um pouco. Ouço notificação no meu celular, pego para ver o que é, e recebo uma mensagem da Letícia.
Lê: Menina eu vi vc voltando p casa com aquele tal de Leo
E aí? Me conta mais qro saber de tudo!!!!
Carol: Sim é q ele mora na mesma rua q eu, só isso
Lê: Duvido q seja só isso
Um gato daqles e vc nem mesmo pegou o número dele?????
Carol: Eu vou te deixar no vácuo em 3, 2, 1...
Silencio ela e começo a mexer no Twitter, lugar que me distrai sempre que estou entediada, estressada, triste, desanimada, e que sempre acho ótimos memes e fico por dentro de todo tipo de novidade. De repente uma notificação chega. Mensagem? Mas se não for a Lê, quem é? Olho melhor, é alguém que não salvei o número nos contatos ainda, e também não é o DDD de Lages ali. Que estranho, por que alguém de fora teria meu número? E ainda por cima só mandou um emoji com língua de fora.
Abro a mensagem, e na foto de perfil não mostra bem o rosto, mas posso ver que é homem, mesmo a foto estando em preto e branco e a noite, num lugar aberto. Onde dizia "Online", agora está escrito "Digitando..." e eu seriamente penso em bloquear esse número, tenho medo de que seja golpe. Até que finalmente o estranho envia a mensagem:
???: Opa tudo certo?
É o Leo aqui, tô mandando msg pra vc poder salvar meu número aí
Sou tomada por um alívio ao ler essas palavras que nem posso descrever, e agora que me dou conta que é claro que o DDD tá diferente, ele não deve ter trocado o número dele ainda.
Carol: Oie, tá salvo
Admito q me assustei qdo recebi msg de um número desconhecido kkkkkk
Leo: Kkkkk rlx é só eu mesmo
Bom só dando um oi msm, tenho q ir no centro agr a tarde resolver uns negócios
Carol: Blz, precisando de algo é só chamar
Leo: Fechado, vc tbm, fui
E agora "Offline". Nem mesmo percebo um pequeno sorriso querendo se formar no meu rosto, e quando saio da conversa com ele vejo que ao lado do nome da Lê já tem 36 mensagens não lidas. Já consigo imaginar o tipo de "elogios" que ela mandou e rio só de pensar nisso. Ela é do tipo que adora estar por dentro de todo tipo de fofoca possível, poderia trabalhar naquelas revistas de fofoca de celebridades no futuro, ia ser um sucesso sem dúvida alguma.
Largo meu celular ao meu lado, e encarando o teto começo a reviver desde o momento que cheguei no colégio de manhã, até poucos minutos atrás. Meus olhos começam a ficar pesados e em pouco tempo caio no sono. Nem mesmo notei que estava tão cansada antes, e quando abro os olhos, o quarto já não está mais tão claro quanto antes. Procuro meu celular passando a mão por cima da colcha da cama e quando o acho, esfrego meus olhos que ainda não estão enxergando com muita clareza e de imediato confiro quantas horas dormi. Quando consigo finalmente compreender os números apresentados na pequena tela a minha frente, me espanto. Já passou das 18h. Nem acredito que dormi por tanto tempo, e no mesmo instante me levanto rápido para fechar as janelas, a fim de evitar que entrem muitos pernilongos, mas no meio do caminho minha pressão tem uma leve queda, e tudo fica escuro. Me apoio na parede e torno ao que estava indo fazer assim que me recupero. Eu já tenho dificuldade para dormir normalmente, mas depois de dormir tanto durante a tarde tenho certeza que será ainda mais difícil pegar no sono a noite.
Assim que termino de fechar a casa e acender as luzes, me direciono à cozinha e coloco a água pra ferver, e me ponho a arrumar a mesa para tomar café junto de meus pais, que chegam em poucos minutos do serviço deles. Enquanto os espero resolvo ouvir alguma música, e logo já abro minha playlist favorita, e enfim seleciono aquela que não sai da minha cabeça: Go Robot, do Red Hot Chilli Peppers, minha banda favorita. Eu costumo ouvir de tudo um pouco, seja rock, pop, indie, e quando saio com amigos até mesmo funk, o que escuto depende sempre do meu humor.
Escuto o som de chaves abrindo a porta. São meus pais, finalmente, e me cumprimentam ao abrir a porta:
- Chegamos, tudo certo por aqui? - minha mãe fala deixando sua bolsa pendurada em uma cadeira e vindo em minha direção dar um beijo no rosto.
- Tudo sim, como foi hoje lá? Vão precisar de uma ajudinha?
- O mesmo de sempre - diz meu pai - tá tranquilo por agora, qualquer coisa que precise de uma mão sua eu te aviso daí.
- Ok então - concluo. Muitas vezes quando precisam de ajuda no serviço eu vou ajudar eles, daí não é preciso contratar mais alguém por causa de poucas coisas a fazer, se torna mais prático para eles e também me ocupa durante a tarde.
Tomamos nosso café tranquilamente enquanto na TV passa o jornal. Ultimamente não tem nada de útil nele, é sempre os mesmos assuntos, como se não tivessem mais nada para dar de notícia ou não pudessem, sei lá, então nem dou bola. Mas meus pais acostumaram a deixar a TV ligada enquanto estão em casa então enquanto fazemos nossas coisas, damos ibope pra essa mesma emissora de sempre. Assim que terminamos, tiro as coisas da mesa e guardo, e sigo para meu quarto.
Jogada na cama, com uma preguiça enorme, fico olhando Instagram, Twitter, mudando de um para o outro, rindo sozinha de memes e lendo frases motivacionais clichês. Sou interrompida por uma notificação. Alguém acabou de pedir para me seguir no insta? Não é sempre que recebo seguidores novos então vou olhar, além disso não é como se eu estivesse fazendo algo interessante. Assim que aceito a solicitação, vejo que no @ da pessoa só tem letras aleatórias, que estão ordenadas como "l", "f" e "s". Porém assim que abro o perfil, é uma conta privada, e a foto de perfil é um rapaz que parece ter mais ou menos a mesma idade que eu, vestindo um moletom preto com apenas algum símbolo pequeno em branco no peito, e seu rosto virado de lado com um gorro acinzentado por causa do filtro preto e branco, e assim que leio o nome consigo reconhecer finalmente quem é. Leonardo Souza. É só o aluno novo. Mas como ele encontrou meu perfil tão rápido? Existe tanta Carol por aí, tá certo que na minha foto de perfil talvez seja bem fácil de me reconhecer, mas não dá pra ampliar ela. Se bem que eu tô reagindo muito além do necessário acredito, afinal é só uma conta em uma rede social. Clico para seguir de nova e aparece o escrito "solicitado", e não demora muito para ser aceita. Acho que ele também está entediado talvez. Assim que as fotos aparecem para mim, resolvo dar uma olhada, afinal já que já estou aqui, o que custa, não é mesmo? Começando pela primeira foto postada, gosto de começar pelas mais antigas, embora ele tenha somente oito postagens.
Nessa ele está com a irmã dele, e é de 2016. Que engraçado, ele ficou bem fofo até com aquele corte de cabelo, com franja um pouco comprida jogada pro lado, lembro que estava talvez começando a sair de moda esse corte, o qual comparavam ao do Justin Bieber no início da carreira. Consigo notar um alargador menor do que o que ele tem hoje em dia. Chuto que o que ele tem deve ter uns 3mm, não tenho certeza, mas pelo visto aquele foi o ano que começou a usar. A altura de sua irmã ao seu lado chega a ser engraçado, ela até parece ser uns três ou quatro anos mais nova que ele, e o sorriso dos dois é igual. Na verdade eles se parecem muito, os olhos, o sorriso, o nariz, só o formato do rosto que não é tão parecido assim, o dela tem traços mais delicados e suas bochechas são bem contornadas naturalmente (que genética em) e fofas, porém não muito, já o dele é mais fino e alongado, bochechas mais "secas" e tem uma covinha vertical no queixo que não aparece tanto por causa da expressão que faz na foto. Será que ela também tem? O sorriso disfarça um pouco e a câmera não era das melhores, além de terem colocado filtro na foto. Passo para a foto seguinte, que é de uma gata dormindo numa pose engraçada no colo de alguém, imagino que o dele. Realmente, ela parece ser muito fofa, deve ser ruim ter que se afastar de um bichinho, a gente se apega tanto neles.
Na foto seguinte, essa agora do início de 2017, é apenas uma imagem em preto e branco dele em cima do skate, aparecendo somente do seu quadril pra baixo, a foto tirada de cima enquanto andava. Me pergunto se ele não costumava postar foto ou se apagou algumas que estavam lá por algum motivo. Sigo passando pelas fotos. Em uma poucos meses depois dessa em cima do skate, uma foto do céu no pôr do Sol de algum lugar bem alto, talvez um prédio, e em outra já em 2018 uma foto com dois amigos em algum rolê a noite, ele à esquerda deles e com um boné preto com a aba virada para frente fazendo uma daquelas caretas que nem mesmo deixa a pessoa feia, no máximo um pouco engraçado mas ainda assim bonitinho, com uma camiseta escura com uma estampa de duas mãos cobrindo muito pouco de um belo par de seios. O garoto do meio, que é um pouco mais baixo, está fazendo uma cara de brabo, e com uma camiseta branca com uma estampa imitando alguma palavra em grafite, e por fim o da direita, mais alto que os dois, com um boné rosa claro de aba virada para trás e camiseta preta com um símbolo pequeno no peito que não consigo identificar o que é, de braços cruzados e uma expressão relaxada, mas também estranha, como se escondesse algo. Algo nesse terceiro me deixa incomodada mas não consigo entender por quê ou o que seria. Nos comentários dá pra ver que os três zoam um ao outro, como qualquer grupo de amigos. Ignoro e sigo olhando rapidamente as outras, duas postagens são vídeos dele fazendo alguma manobra entre final de 2018 e início de 2019, uma é a foto que está de perfil no Whatsapp, e a mais recente, do início de 2020, é ele de costas sentado na grama no alto de um morro, cabelo já com o corte que ele ainda usa, um pouco bagunçado por conta do vento, aparentemente braços apoiados no joelho, que mal se consegue ver, apenas ter noção, e o moletom, sem capuz, que acredito ser o mesmo da foto de perfil do Instagram. O pôr do Sol com tons de roxo, rosa e laranja, e como legenda está escrito:
"Sei que não estamos mais tão próximos, sei que cada um está seguindo um caminho, mas eu sempre vou estar aqui."
Sinto um aperto no peito. Sei que foi para a irmã dele isso, e é triste saber que nem mesmo conseguem se falar mais, tudo por causa de um babaca. Eu não sei como é estar numa situação dessas, e também espero nunca saber, tantas perdem a vida por causa de doentes. Se bem que é uma ofensa a quem realmente possui alguma doença chamar esse tipo de pessoa de doente, nem mesmo conheço palavras pra me referir a alguém que é capaz de fazer essas coisas com outra pessoa como se fosse seu objeto. Largo meu celular e vou para fora dar atenção ao Tob, não consigo me imaginar sem ele.
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Leo's POV
Primeiro dia de aula e já conheci pessoas novas, pensei que demoraria bem mais pra ter uma chance de me adaptar aqui. Aquele João parece ser muito da hora, já de começo quis me apresentar aos amigos dele, tipo o Pedro e o Erick, que também foram gente boa comigo, mas no intervalo ele quis me levar para um canto para conhecer outras pessoas, e os outros dois pelo visto não são próximos delas. Quando vi a garota que senta perto de mim chegar não entendi muito bem, até ele chamá-la de "Cacá". Coitada pareceu ter ficado com vergonha de ele ter falado alto daquele jeito, tava toda sem graça. Depois de me apresentar chegou mais uma, Letícia se não me engano. Essa tem jeito de ser bem extrovertida, e também achei ela engraçada. É, mais uma vez tendo que recomeçar, mas acho que vou gostar daqui, e talvez a Júlia também fosse se dar bem, mas enquanto ela não conseguir escapar daquele merda ela não vai nem conhecer aqui. Falando nela, acabou sendo bom conversar sobre isso com a Carol, fazia tempo que não comentava com ninguém, isso desde que conheci a Mari, que é agora minha ex-namorada, antes de vir pra cá, e além de eu morar perto dessa menina nova agora, ela me pareceu confiável, não sei. A Mari me dava uma sensação parecida também, como se fosse uma pessoa com dom pra psicologia, só que as únicas coisas que são do passado e eu quero continuar levando comigo são meus pais e minha irmã, nem que seja só na memória caso não consiga ver eles de novo tão cedo, mas não quis contar sobre minha mãe e minha irmã de manhã porque eu acho foda tocar nesses assuntos, não gosto de ficar emotivo na frente dos outros, principalmente se não conheço.
Entretanto fico me perguntando se vou conseguir esquecer ela tão cedo, porque foi uma garota muito importante pra mim. Mariana. Sempre gostei desse nome, mas o peso que ele tem hoje é diferente. E essa Carol tendo algumas coisas tão parecidas com ela, será que vai ser um problema? Ela pareceu ser mais tímida, só em alguns momentos falava um pouco mais, acho que é só ela se soltar um pouco quem sabe.
Já que quero me aproximar das pessoas aqui, quem sabe eu não conheça mais sobre eles seguindo no insta? Primeiro encontro a conta da Carol, é ruim ver só pela foto de perfil por não poder aumentar ela, mas tenho quase certeza de que seja ela, só preciso esperar ela aceitar minha solicitação, porém é quando começo a procurar pelos outros que recebo duas notificações: uma é que ela aceitou meu pedido, a outra é ela me pedindo pra me seguir. Já aceito logo de cara né, além de ficar mais fácil para encontrar os outros indo nos seguidores dela. Mas é só eu abrir seu perfil que me dou de cara com apenas duas fotos, mas nas duas ela está muito linda mesmo. Seu cabelo longo e uma tiara de margaridas em sua cabeça, a praia ao fundo, blusa amarela, passa uma imagem tão doce, tão suave. Já a outra é brincando com seu cachorro, acho que o nome era Tob. Ela parece ser tão alegre, chego a me distrair encarando essas fotos, que são simples, mas parecem estar cheias de alegria, mas assim que me dou conta já vou a procura dos outros que conheci hoje, e depois de uma tarde inteira só no meu violão tão parceiro, só quero depois ir tomar um banho, pra mais tarde dormir, muitas coisas novas pra um dia só.
Olá, tudo certo?
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